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Projeto Música Cura promove mais um momento especial de alegria e acolhimento nas Obras Sociais Irmã Dulce
Música, dança e muita animação marcaram a manhã da segunda-feira (8) nas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador. Pacientes, acompanhantes, moradores e colaboradores foram agraciados mais uma vez com a visita do projeto "Música Cura", iniciativa que utiliza a música como ferramenta de acolhimento e humanização em ambientes hospitalares.
Criado há dois anos e meio pelo cantor Buja Ferreira, ao lado dos percussionistas Anderson Capacete e Vando Formiga e do figurinista Luciano Santana, o "Música Cura" nasceu após uma experiência pessoal vivida por Buja durante a visita a um amigo internado. O impacto positivo da música naquele momento motivou a criação da iniciativa, que desde então vem percorrendo unidades de saúde em Salvador e no interior da Bahia. “Nós, artistas, temos essa missão de levar alegria por meio da música. E estar mais uma vez nas Obras Sociais Irmã Dulce é muito especial para mim. Este é um lugar onde me sinto renovado e purificado”, lembrou Buja.
Ao som de sucessos da Timbalada e de clássicos do forró, o grupo percorreu corredores e enfermarias espalhando alegria e promovendo momentos de descontração para quem enfrenta a rotina hospitalar. A apresentação também contou com a participação do mascote Bujinha, personagem que acompanha o projeto. Para o percussionista Anderson Capacete, a iniciativa vai além da música. “É muito gratificante fazer parte deste projeto. Com ele, já vivi vários momentos que me marcaram como músico e como pessoa. Nele, vejo que levar um pouco de saúde, amor e emoção, e conseguir tocar as pessoas, é a nossa missão”, disse.
A auxiliar administrativa Michele Rodrigues, fã da Timbalada, destacou o impacto da ação para pacientes e colaboradores. “Muita alegria. Fico muito feliz por viver esse momento. Para os pacientes, é algo muito especial, porque eles se sentem mais felizes. É uma oportunidade de sorrir, se distrair e renovar a esperança. E para nós, que encontramos essa energia logo cedo no trabalho, é algo muito bom”, relatou. Quem também aprovou a visita foi a paciente Ana Cláudia Santos, internada há 11 dias na unidade. “Só não levantei para dançar por causa do joelho. A gente fica muito tempo aqui e ter a oportunidade de cantar e participar desse momento animou bastante”, contou.
Durante a ação musical, o grupo visitou núcleos da OSID como o Centro Médico Social Augusto Lopes Pontes, o Centro de Geriatria e Gerontologia, além de mobilizar também moradores do Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência. Entre sorrisos e lembranças despertadas pelas canções, o projeto reafirmou seu propósito de transformar a música em instrumento de cuidado, acolhimento e esperança para quem enfrenta os desafios da hospitalização.
