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Obras Sociais Irmã Dulce recebem visita da cooperativa portuguesa Aproximar e da Associação Nacional de Gerontologia da Bahia
Nesta quarta-feira (4), as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) receberam a visita técnica da Aproximar, cooperativa de solidariedade social sediada em Portugal, com atuação em diversas áreas do desenvolvimento social, e da Associação Nacional de Gerontologia da Bahia (ANG-BA). A visita faz parte de um projeto de cooperação entre a ANG e a Aproximar, voltado para a troca de experiências sobre metodologias e práticas de cuidado, especialmente na área do envelhecimento ativo.
Participaram da visita Jéssica Carvalho e Bárbara Cordeiro, consultoras do setor de envelhecimento ativo e cuidados ao dependente da cooperativa portuguesa. Representando a ANG-BA, estiveram presentes Maria Emília Rodrigues, diretora técnico-científica, e Marta Lopes Pontes, que além de vice-diretora e diretora de intercâmbio da mesma associação, é assistente social e gerontóloga com longa trajetória na OSID, e também sobrinha de Santa Dulce dos Pobres. As representantes foram recebidas por Paloma Santana, líder do Centro de Geriatria e Gerontologia da instituição fundada pelo Anjo Bom do Brasil, e pela psicóloga do centro, Dora Brawne. Elas tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do núcleo, que é referência na assistência à pessoa idosa, com atendimento ambulatorial e internação hospitalar.
Gerontóloga portuguesa e representante da Aproximar, Jéssica destacou o caráter inspirador da experiência no Brasil. “Foi emocionante conhecer instituições que sobrevivem com apoio também de doações, algo que não é comum em Portugal. Ver que tudo começou com o movimento de uma mulher que, mesmo antes de se tornar freira, já cuidava dos mais vulneráveis, é profundamente tocante”, afirmou. A visita também proporcionou momentos de escuta com os pacientes. Edla Mesquita, de 89 anos, usuária do grupo terapêutico Centro Dia, programa que atende mensalmente 90 idosos da comunidade, em regime de meio turno, oferecendo atividades de socialização, reabilitação física e cognitiva, destacou o acolhimento recebido na unidade. “Aqui a gente encontra respeito. O idoso é reconhecido como idoso. Somos respeitados, somos amados, e tudo é feito com muita paciência”.
