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CAPD inaugura terceira etapa de melhorias com requalificação dos espaços de convivência
O Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência João Paulo II (CAPD), das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), inaugurou no último sábado (14) mais uma etapa de um conjunto de melhorias que vem requalificando os espaços destinados aos moradores da unidade. As reformas, que seguem encantando todos pela sensibilidade e amor empregados, estão sendo possíveis graças a uma doação feita pela advogada e integrante do Conselho Administrativo da Fundação Irmã Dulce (FID), Juliana Siqueira de Sá, e pela Chef de Gastronomia, Manuelle Ferraz. Profundas admiradores da missão do CAPD no acolhimento integral a pessoas com múltiplas deficiências, as doadoras estiveram presentes na solenidade de inauguração, evento que contou ainda com a presença da superintendente da OSID, Maria Rita Pontes, e do presidente do Conselho de Administração da OSID, José Carvalho Junior. O momento, que reuniu profissionais e moradores da instituição, também foi marcado pelas bênçãos do frei Mário Erky, capelão das Obras.
Esta é a terceira etapa de intervenções realizadas dentro do CAPD graças ao apoio das benfeitoras, reforçando o compromisso com o legado de Santa Dulce dos Pobres e com a melhoria contínua da qualidade de vida dos acolhidos. Juliana e Manuelle já haviam promovido uma requalificação nos dormitórios dos moradores, em 2024; e proporcionaram melhorias nas salas 01, 02 e 03, utilizadas como espaços de convivência, em 2025. A nova entrega inclui agora a requalificação do espaço físico do grupo de convivência, área onde os residentes passam o dia. Para a líder do centro, Licínia Rocha, o impacto vai além da estrutura física. “A cada etapa, nós percebemos como pequenas transformações podem gerar grandes mudanças no dia a dia dos moradores. A reforma que inauguramos agora é mais um passo nesse compromisso de amor”, afirma.
A inauguração reuniu também amigos e amigas das doadoras, que aproveitaram a nobre ocasião para celebrar a passagem do aniversário de Manu Ferraz, comemorado no dia 15. “Vocês são meu presente. Muito obrigada”, disse bastante emocionada a aniversariante ao receber um quadro de presente pintado pelos próprios moradores e entregue pelas mãos da moradora Marcinha. Na ocasião, a conselheira Juliana destacou a relação afetiva que mantém com a instituição. “Para mim e para Manu é uma honra e um prazer fazer parte desse caminho. Esperamos que esse encontro também plante, nos nossos amigos, uma sementinha de que a gente tem a obrigação de cuidar do outro”.
Durante a cerimônia, a superintendente da OSID, Maria Rita Pontes, destacou a importância simbólica do núcleo, lembrando que o centro foi o grande sonho da Mãe dos Pobres — idealizado por ela, mas inaugurado apenas em julho de 1992, alguns meses após sua morte, em março daquele ano. “Aqui, estamos cercados dos valores que Santa Dulce nos deixou: compaixão, empatia e amor ao próximo. Esse é o verdadeiro patrimônio que a gente leva, que é a essência da vida. Minha gratidão a Ju e a Manu por manterem vivo esse sonho”.
O clima de emoção e gratidão que tomou conta da cerimônia também tocou os convidados especiais das doadoras, entre eles, o jornalista Ernesto Paglia. “Conheço evidentemente a história da Irmã Dulce e toda essa evolução, mas nunca tinha estado aqui, é um privilégio”, disse. O jornalista ressaltou o impacto do legado deixado por Santa Dulce e destacou a importância da sua obra humanitária. “Estar aqui pessoalmente é mais uma chance de aprender e ver como é importante o trabalho de caridade, de doação”, afirmou.
Espaços requalificados – Com cerca de quatro meses de duração, a terceira etapa das obras de requalificação teve projeto elaborado pelo setor de Arquitetura da instituição e os serviços foram executados por uma empresa contratada sob a condução do setor de Obras de Engenharia da OSID. A requalificação contemplou a área de circulação, com a realização de pintura, instalação de nova manta vinílica no piso, inserção de uma frase de Santa Dulce e a implementação de uma linha do tempo do CAPD ao longo da rampa.
A intervenção também abrangeu as salas 04, 05 e 06. As antigas salas 04 e 05 foram integradas, resultando em um ambiente mais amplo e confortável destinado aos moradores, denominado sala 04. Com essa reorganização, foi reformada e denominada sala 05 (antiga sala 06), que a priori, será utilizada para trabalho com as atividades educativas e de interação social e com musicoterapia, proporcionando a inclusão de moradores nessas atividades em um ambiente mais calmo e apropriado.
A pintura foi adotada como principal estratégia de reforma, orientada pelos princípios da neuroarquitetura na escolha das cores mais adequadas para cada ambiente, com foco na promoção do bem-estar dos moradores. A nova marcenaria foi cuidadosamente projetada considerando as necessidades tanto dos moradores quanto dos cuidadores. A criação de uma nova varanda aberta representou um ganho significativo para o espaço, proporcionando maior contato com a natureza e acesso direto à horta.
Os sanitários também passaram por processo de reforma, com a incorporação de nichos embutidos nas áreas de banho, que favorecem a organização e facilitam o manuseio pelos cuidadores durante os procedimentos de higienização. Além disso, as esquadrias foram substituídas por modelos confeccionados em materiais mais resistentes e leves, contribuindo para maior durabilidade e funcionalidade.



